• Buscar

Matérias

O rei da frança é nosso

Francês com coração brasileiro, o chef Erick Jacquin é daquele tipo de pessoa que tudo o que toca se transformar em ouro e derreter na boca.

 

Que ele é um típico francês ninguém pode negar. Dono de personalidade forte, movimentos agitados e humor constante, Erick Jacquin, quando se fala em gastronomia, pode ser considerado um rei em todos os sentidos. Exigente, mas benevolente e inovador, trouxe ao Brasil a cultura da França e seus encantados sabores.

 

À frente do restaurante La Brasserie desde 2004, o chef tem uma desenvoltura contagiante quando fala de gastronomia, mas não brinca em serviço. Sua famosa habilidade em preparar receitas com foie gras lhe rendeu diversas vezes o prêmio de chef do ano. Mas Jacquin não apenas trabalha bem com a iguaria. Ele faz por merecer o título de real perito na área elaborando clássicos da cozinha francesa com toques de criatividade e precisão nos pratos – com ou sem o ingrediente característico da culinária francesa.

 

Por essas e outras, prêmios não faltam ao eletrizante Erick, entre títulos de chef do ano, melhor restaurante francês, melhor sobremesa. A trajetória vitoriosa, claro, não começou ontem. Natural da cidade de Dun sur Auron, no centro da França, o rapaz mudou-se para Paris logo após cursar a faculdade de hotelaria. Na Cidade Luz, a alta gastronomia e seus atrativos o encantaram – e por lá ele trabalhou em vários restaurantes, entre eles o celebrado Au Comte de Gascogne, especializado em foie gras. Nem é preciso dizer que o aspirante a chef na ocasião aprendeu tudo majestosamente.

 

Foi apenas em 1994 que decidiu se desgarrar de suas origens e aportar em terras brasileiras – onde chegaria para assumir a cozinha do restaurante paulistano Le Coq Hardy. Foram quatro anos de glória à frente do estabelecimento, até que aceitou o desafio de chefiar a cozinha do sofisticado Café Antiqüe, no bairro paulistano dos Jardins. Não demorou para que ele e sua proposta de alta gastronomia começassem a ser cultuados também ali. Jacquin diz que uma de suas maiores conquistas é a equipe de profissionais, que, junto do mestre, faz um trabalho e tanto. A sofisticação e o reconhecimento surgiram depois de imprimir sua marca de profissionalismo e delicadeza na apresentação e no sabor dos pratos. Tanta dedicação trouxe ao chef, em 1998, a nomeação de Maître Cuisinier de France, a mais alta honraria da gastronomia francesa. O título se torna ainda mais importante porque ele foi o primeiro chef francês a receber a honraria no Brasil e na América do Sul.

 

Muitos conhecem o lado firme, determinado e às vezes nervoso do chef, mas Jacquin é, em sua realidade, um apaixonado pelo métier e pelo lugar que escolheu para exercê-lo. Adora o Brasil e ama ainda mais as frutas daqui, “que são fartas, maravilhosas e dão o ano todo”. Como não tem coração de leão, algumas vezes sente falta de sua cultura de origem. “O ideal seria ficar seis meses aqui e outros seis meses na França”, pondera.

 

Em serviço, aqui ou no seu país de origem, o que ele mais gosta de cozinhar são peixes e crustáceos. Em casa adora receber os amigos mais queridos e preparar receitas bem complexas da cozinha francesa regional, usando aquelas maravilhosas panelas de ferro fundido. Se for para invadir de vez a seara brasileira, prefere a culinária típica de Minas Gerais ou da Bahia – e ele entrega as armas para um de seus maiores gostos, os pratos com feijão. Mas não é capaz de apontar um preferido: “Não tenho uma comida predileta. O que existe para mim é comida boa ou ruim”, comenta.

Produtos Recomendados

Recomendados

FACA CHEF 15CM DAMASTEEL GOURMET 

Por : R$ 1.298,00




  1 2 3 4